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Maternidade e câncer de mama: Uma realidade possível

11 de outubro de 2016 - Por:

Maternidade e câncer de mama: uma realidade possível.

Receber o diagnóstico de um câncer de mama apesar de ser uma notícia devastadora, os tratamentos avançaram muito e, quando detectado precocemente, a chance de cura é grande.

Além disso, graças às técnicas modernas de tratamento, a gravidez depois do câncer de mama é possível, além de proteger a mulher de uma possível recidiva da doença.

Medo, dores e desgaste emocional estão entre as consequências do câncer de mama. A esses impactos soma-se também a preocupação com a maternidade entre as mulheres que têm esse desejo. É verdade que o tratamento, sobretudo a quimioterapia, pode impactar a fertilidade, mas a distância da menopausa é uma condição favorável às mulheres jovens, segundo especialistas. Apesar de muitas mulheres desejarem ter filhos, as reações das pacientes com câncer diante da possibilidade de ficar infértil variam, há aquelas que acham que, naquele momento, tratar o câncer é o mais importante; outras fazem questão de atrasar o tratamento para preservar a fertilidade e ter a chance de engravidar”.

O risco de ficar infértil é uma preocupação, mas pensar em ter um filho que poderia crescer sem a mãe faz com que muitas mulheres não quererem engravidar. Médicos indicam esperar cerca de dois anos após o tratamento antes de engravidar, isso porque após esse período é menos provável que o câncer retorne. Porém, cada caso é avaliado particularmente, porque depende da gravidade do tumor, se foi mais ou menos agressivo.

Estima-se que cerca de 5 a 15% das pacientes que são diagnosticadas com câncer de mama estão em idade reprodutiva, fator que aumenta, ainda mais, as preocupações a respeito da possibilidade de engravidar após um tratamento. Apesar da boa notícia de poder engravidar, é preciso lembrar que os tratamentos para o câncer de mama são agressivos e podem destruir os óvulos. Por isso, se a mulher deseja ser mãe, a recomendação é congelar os óvulos para uma futura fertilização in vitro. Existem situações que após a quimioterapia, a menstruação retorna meses ou até anos depois do tratamento do câncer de mama. No entanto, deve-se atentar ao fato de que todos esses efeitos são variáveis de acordo com o organismo de cada paciente. Algumas mulheres, mesmo após o tratamento do câncer de mama, conseguem engravidar naturalmente.

As mulheres que conseguiram ser mães após um câncer de mama também podem dar de mamar ao seu bebê durante seus seis primeiros meses de vida, segundo recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Está comprovado que esta prática não agrava a sua situação, mas essas mães devem pertencer ao grupo de pacientes cujo grau de efeito secundário no futuro seja baixo.

Com respeito à prevenção, o aleitamento materno só pode prevenir o aparecimento do câncer de mama quando se realiza em idades jovens. Somente quando se tem filhos ao redor dos 24 anos, e a mãe prolonga o aleitamento acima dos três meses, pode diminuir a porcentagem de risco de câncer. Mas, quando o aleitamento se realiza por volta dos 40 anos, esse fator protetor diminui. Em idades mais jovens, as possibilidades são superiores. Riscos existem, problemas podem acontecer, ainda mais porque podem haver células de câncer restantes no corpo, que tendem a crescer quando são estimuladas por hormônios, que são produzidos em grande quantidade durante a gravidez.

Algumas mulheres, após o tratamento conseguem engravidar normalmente e também amamentar sem nenhum tipo de problema, mas a quimioterapia e a radioterapia são tratamentos muito agressivos que podem destruir os óvulos, causando infertilidade ou menopausa precoce. Hoje, mulheres grávidas acometidas pelo câncer de mama, através de vários estudos mostram que o uso de determinados medicamentos quimioterápicos durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez não aumenta o risco de defeitos de nascimento. Devido à preocupação com o dano potencial ao feto, a segurança da quimioterapia durante o primeiro trimestre de gestação não é recomendada.

A maternidade motiva as pacientes na luta contra o câncer, ajudando a diminuir o stress, a ansiedade e o sofrimento psicológico causado pela doença. Ser mãe, ter filhos, é um dos fatores de estímulo das mulheres paa vencer o câncer.

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–  Escrita por Tania Gomez

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