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É possível – Maternidade depois do câncer de mama é uma realidade nos dias de hoje graças aos avanços da medicina

2 de março de 2017 - Por:

Medo, dores e desgaste emocional estão entre os efeitos do câncer de mama. A esses impactos soma-se também a preocupação com a maternidade entre as mulheres que têm esse desejo. No entanto, ainda que receber o diagnóstico seja uma notícia devastadora, a chance de cura é grande em decorrência dos tratamentos cada vez mais avançados. Graças às técnicas da medicina, a gravidez depois do câncer de mama é possível, além de proteger a mulher de uma possível recidiva da doença.

 

Apesar de muitas mulheres desejarem ter filhos, as reações das pacientes com câncer diante da possibilidade de ficar infértil variam. Existem aquelas que acham que, naquele momento, tratar o câncer é o mais importante; outras fazem questão de atrasar o tratamento para preservar a fertilidade e ter a chance de engravidar. O risco de ficar infértil é uma preocupação. Mas pensar em ter um filho que poderia crescer sem a mãe faz com que muitas mulheres não queiram engravidar.

 

É verdade que o tratamento, sobretudo a quimioterapia, pode impactar a fertilidade, mas a distância da menopausa é uma condição favorável às mulheres jovens, segundo especialistas. Mesmo com essa boa notícia, é preciso lembrar que os tratamentos para o câncer de mama são agressivos e podem destruir os óvulos. Por isso, se a mulher deseja ser mãe, a recomendação é congelar os óvulos para uma futura fertilização in vitro.

 

Estima-se que cerca de 5% a 15% das pacientes que são diagnosticadas com câncer de mama estão em idade reprodutiva, fator que aumenta, ainda mais, as preocupações a respeito da possibilidade de engravidar após um tratamento. Médicos indicam esperar cerca de dois anos após o tratamento antes de gerar um filho. Isso porque, após esse período, é menos provável que o câncer retorne. Porém, cada caso é avaliado particularmente, dependendo da gravidade do tumor, se foi mais ou menos agressivo.

 

Também é importante lembrar que as mulheres que conseguem ser mãe após um câncer de mama também podem dar de mamar ao seu bebê durante seus seis primeiros meses de vida, segundo recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Está comprovado que essa prática não agrava a situação, mas essas mães devem pertencer ao grupo de pacientes cujas chances de recaída sejam menores.

 

Hoje vários estudos mostram que o uso de determinados medicamentos quimioterápicos durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez não aumenta o risco de defeitos de nascimento. Devido à preocupação com o dano potencial ao feto, a quimioterapia durante o primeiro trimestre de gestação não é recomendada. A maternidade motiva as pacientes na luta contra o câncer, ajudando a diminuir o estresse, a ansiedade e o sofrimento psicológico causado pela doença. Ser mãe, ter filhos, é um dos fatores de estímulo das mulheres para vencer o câncer.

 

TÂNIA MARY GOMEZ é presidente do Instituto Humanista de Desenvolvimento Social – Humsol e vice-presidente da Femama.

www.humsol.com.br

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